Ilustração trincheira de guerra

Questionando: o flagelo da guerra

Por que Deus permite o flagelo da guerra?

Em primeiro lugar, é necessário não esquecer que Deus não é uma pessoa com os limites que as doutrinas religiosas apontam, e que anda por aí fazendo e desfazendo coisas ou praticando atos próprios dos humanos. Deus é, em si, um manancial infinito de poder, sabedoria e bondade do qual emanam leis eternas e imutáveis às quais o Universo é submisso e, nem Ele mesmo, o próprio Deus, as modifica, pois se o fizesse estaria colocando limites à Sua infinitude e modificando-se a si mesmo.
Partindo dessa assertiva, tenhamos a guerra como a expansão do ódio, da ambição e do revide individual para o contexto social. Se bem apontarmos, veremos que as guerras se originam de uma ou de poucas mentes de líderes ambiciosos, raivosos, contrariados em seus propósitos e, por ele ou eles, estendidas à sociedade humana. De forma generalizada, o soldado que é levado à guerra, para morrer ou matar, o faz obrigado e sem conhecer as verdadeiras razões do conflito. Convenhamos, pois, que DEUS não é a causa da guerra e, sim, o homem que traz a ausência do bem em sua alma.


Por que, então, Deus que é Bondade Infinita permite que tantos inocentes sejam arrastados por alguns líderes, ao holocausto guerreiro?

Deus não violenta as próprias leis, dentre elas, a lei do livre-arbítrio, como já dissemos. A guerra é fruto do comportamento do homem e do seu livre-arbítrio. Aos flagelos coletivos são levados aqueles que hoje ou ontem violentaram de alguma forma o equilíbrio do conjunto e, por hoje, purgam suas mazelas.


Todavia, são incontáveis as guerras com fundo altruístico e libertário. Existe guerra boa e guerra má?

Nenhuma guerra é altruísta. Elas sempre se originam na ambição, no ódio e no desvario do revide. Lembremos que os mais tenebrosos conflitos se alicerçaram e ainda se fundam na intolerância religiosa, sob o manto de uma bandeira a um deus antropomórfico, beligerante e odioso. Outrossim, podem estar sob o estandarte da ambição desmedida por conquistas econômicas. Altruístas devem ser consideradas a palavra e a sabedoria que levam ao acordo que põe fim ao fragor guerreiro. Anotemos que alguns fazem a guerra, morrem e matam sem nenhum ganho verdadeiro, enquanto outros batalham pela paz edificada pela concórdia e pela renúncia. Se os líderes religiosos e políticos refletissem e tomassem o caminho da concórdia e da razão, as guerras seriam extintas ou amainadas.

ESSE CAPELLI. Questionando,
Goiânia, Editora Proluz, 2008

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