ACENDA UMA LUZ EM SUA CASA

A CASA é a construção material, o teto, o espaço físico que habitamos. O LAR é o ambiente psíquico e moral construído pelo afeto, pela renúncia, pelo respeito mútuo e pela convivência familiar.
Família: essa que reúne almas com necessidades de aprendizado conjunto

MOMENTO ESSE CAPELLI

Para o adepto da Doutrina Consoladora, a caridade é o luzeiro que aponta o caminho para a tarefa prática do bem. Todavia, é imperioso distinguir o ato mecânico de dar do gesto caritativo de doar-se. Não basta descartar os restos de nossa despensa em razão de sua inutilidade para nós…

CANTINHO DO ESPERANTO – Esperanto-angulo

LIBERIGU NIN DE LA MALBONO, ĈAR VIA ESTAS LA REGNO, KAJ LA POTENCO KAJ LA GLORO ETERNE. TIEL ESTU!
LIVRA-NOS DO MAL, PORQUE TEU É O REINO, O PODER E A GLÓRIA PARA SEMPRE. ASSIM SEJA!

O Evangelho de Mateus

O tratado dos evangelhos

O Evangelho de Mateus é o primeiro livro do Novo Testamento e faz parte dos Evangelhos Sinóticos … Ele foi escrito primariamente para um público judeu-cristão, apresentando Jesus como o Messias prometido e o cumprimento das profecias do Antigo Testamento.

Irmã Scheilla e o perfume da caridade

Irmã Scheilla

Enfermeira Espiritual do Amor e da Cura, Irmã Scheilla é uma das figuras mais veneradas no movimento espírita brasileiro, conhecida por seu trabalho de assistência espiritual, especialmente na área de tratamentos de saúde nos dois planos da vida.

O interconfessionalismo

EURÍPEDES VELLOSO “Pois todos os caminhos me encaminham pra você” – parte da canção “Eu não existosem você”, de Antônio Carlos Jobim. Veria o teólogo, nesta locução, algo que nos remete ao nosso Mestre Jesus Cristo?Teologizar não deve ser apenas traduzir letras, sem a simbologia que está inserida em tudoCriado; ou seja, tudo à nossa volta. Forma encantadora, na decifração da Inteligência doCriador. Há intensa poesia nas palavras do Cristo. E, o que é poético, para validar-se,depende de sensibilidades. A despertar-nos para o caminhar da evolução, pronunciou-se: “Eu sou o Caminho, aVerdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João, XIX:6). Evocação compatívelà sua Missão Crística. Fazer-se guia e modelo para transitarmos junto ao Seu coração,chegando um dia ao Criador. Desde as primeiras eras, o humano despertara aos fenômenos de profundo impacto naNatureza, compreendendo, aos poucos, a existência de uma força de um Ser poderoso amandar, principalmente do Céu, manifestações surpreendentes. Num misto de instinto edevoção, nascia nas suas entranhas o senso de sacralidade. Embora nascente de temores eexpectativas, era um sentimento-raiz de religiosidade. Formava-se uma idolatria que, aos poucos, transformou-se em núcleos de devoção.Da intensa malha dos sentidos, dos instintos brotavam sensações. Médiuns primitivossurgiram; eram os feiticeiros das tribos. Os séculos se amontoaram em progressos e os instintos; raízes das sensaçõesmoldaram percepções outras. Civilizações surgem no orbe. Novas descobertas. Assim, deforma corporativa, emergem as religiões. Mesmo descobrindo a Religião organizada, tateava pela cegueira materialista. Mastudo caminha… A Religião nasceria da filosofia mais profunda e, aliando-se à Ciência,descobriria um vértice. Estamos falando do aspecto religioso da Doutrina dos Espíritos. Nãoapenas em seus instintos, mas numa convicção aos poucos assentada na Terra. Estapromanaria não idolatrias, por medos ou conveniências. O Espiritismo trouxe consigo uma féraciocinada. Na oficialização do Cristianismo, o mesmo hoje revivescido pela Doutrina Espírita,surgiram cerca de 80 seitas, pretensas cristãs. Tendências, fruto da diversidade e natureza dosinstintos, embora o sentimento religioso já houvesse se desenvolvido em grande escala,permearam as inclinações várias. Assim, deparamos, na atualidade, com quatro segmentos que se denominam“cristãos”. Qual a destinação dessas “crenças”, se tudo progride na índole humana? Vale apena debruçar sobre esse tema. Aliás, o que reverbera nos comportamentos traduzemfenômenos a serem analisados. Que o diga a Sociologia. Para todo fenômeno existe uma resposta, senão cairia por terra a percepção clara deque não há efeito sem causa. E os efeitos progridem quando a cultura – fruto da ação doshomens – os torna cada vez mais consistentes. Desse permeio, de devoções, crenças,religiosidade, transcendentalismo, as respostas para a relação do ser humano com o Criadorou à sua realidade espiritual, demandam laboratório de profundo conteúdo. Das formas com que a cultura invade a consciência dos seres, há conquistas quevagueiam, inicialmente, por um consciente que só aparece em coletivo. E em torno daReligião Cristã há um inconsciente buscando, mais e mais, agora, as realidades do Espírito.Ao Espiritismo concede-se a primazia de ser o segmento mais completo no alastramento danova cultura. A codificação de Allan Kardec, no Movimento Espírita, deve considerar comoreceber evangélicos, católicos e umbandistas interessados na “Era do Espírito”. EURÍPEDES VELLOSO é escritor, coordenador do Setor de Memórias da FederaçãoEspírita do Estado de Goiás

A Gratidão

Pessoa de braços abertos ao nascer do dia

LUÍS FERNANDO A gratidão, como virtude humana, ocupa um lugar de destaque nos ensinamentos daDoutrina Espírita. Ela é vista não apenas como uma forma de expressar reconhecimento pelasbênçãos recebidas, mas também como uma postura espiritual que favorece o crescimentointerior e aproxima o ser humano da paz interior e da evolução. Dentro dessa perspectiva, agratidão vai muito além de um simples gesto de educação ou cortesia, sendo, de fato, umaferramenta de transformação pessoal e coletiva. De acordo com o Espiritismo, a gratidão é uma virtude que favorece o equilíbrioemocional e espiritual do ser humano, aproximando-o de Deus, e, Allan Kardec em seusescritos, aponta que, ao reconhecermos as bênçãos da vida, estamos colocando em prática oentendimento de que tudo o que ocorre tem um propósito divino. O caráter científico do Espiritismo, por meio da Psicologia e da Psicanálise, nosconfirma que a gratidão se destaca como um dos principais caminhos para o equilíbrioemocional, psíquico e espiritual. A gratidão não é apenas uma resposta a situações favoráveis,mas também uma atitude que deve ser cultivada no cotidiano como um princípio que visa atransformação íntima. Ao sermos gratos, conseguimos curar nossas feridas internas e abrir espaço para que aluz divina nos conduza, sendo um remédio para a alma. Ao agradecermos, mesmo nasadversidades, despertamos para a compreensão de que tudo o que acontece tem um propósitomaior, muitas vezes ainda desconhecido por nós. A gratidão também é uma forma de purificação do nosso espírito, pois deixamos paratrás sentimentos negativos, como o orgulho e o ressentimento, que nos afastam da verdadeirapaz interior. A gratidão se apresenta como um verdadeiro antídoto contra emoções negativas,tais como a raiva, a inveja e o ciúme. Outro fator muito importante que a gratidão nos proporciona é que ela também nosajuda a afastar a tristeza e o sofrimento que possamos estar sentindo. As dificuldades deixamde ser entendidas como punições ou castigos e se tornam instrumentos de aprendizado,sempre nos mostrando algo valioso a ser desenvolvido. Um ponto a ser lembrado é que a prática da gratidão deve ser constante e cotidiana. Oideal é que, ao acordarmos, já expressemos nossa gratidão a Deus pelo novo dia que se inicia,pelas experiências e aprendizados que iremos viver ao longo do dia, e não apenas pelasgrandes vitórias. Outro campo importante de expressarmos a nossa gratidão está no contexto das nossasrelações familiares e interpessoais. É essencial sermos gratos pelos pequenos gestos decarinho que recebemos, especialmente dentro de nosso lar. Muitas vezes, esquecemos deagradecer por um sorriso, um abraço ou um simples gesto de cuidado. Esses pequenos atos deamor, que muitas vezes são entendidos como banais, são, na verdade, grandes presentes quemerecem nossa gratidão. Concluindo, podemos afirmar que a gratidão é um dos principais caminhos para nossaevolução moral. Ela nos ensina a olhar a vida com otimismo e a reconhecer o valor de todasas experiências que vivemos, independentemente de como elas se apresentem, sendo,portanto, uma virtude fundamental para o nosso processo evolutivo. Ao praticarmos agratidão, não só elevamos nossa essência espiritual, mas também conseguimos transformar omundo à nossa volta, criando uma atmosfera de paz, amor e entendimento.Reflitamos! LUÍS FERNANDO é palestrante do CEIS

Questionando: o flagelo da guerra

Ilustração trincheira de guerra

Por que Deus permite o flagelo da guerra? Em primeiro lugar, é necessário não esquecer que Deus não é uma pessoa com os limites que as doutrinas religiosas apontam, e que anda por aí fazendo e desfazendo coisas ou praticando atos próprios dos humanos. Deus é, em si, um manancial infinito de poder, sabedoria e bondade do qual emanam leis eternas e imutáveis às quais o Universo é submisso e, nem Ele mesmo, o próprio Deus, as modifica, pois se o fizesse estaria colocando limites à Sua infinitude e modificando-se a si mesmo.Partindo dessa assertiva, tenhamos a guerra como a expansão do ódio, da ambição e do revide individual para o contexto social. Se bem apontarmos, veremos que as guerras se originam de uma ou de poucas mentes de líderes ambiciosos, raivosos, contrariados em seus propósitos e, por ele ou eles, estendidas à sociedade humana. De forma generalizada, o soldado que é levado à guerra, para morrer ou matar, o faz obrigado e sem conhecer as verdadeiras razões do conflito. Convenhamos, pois, que DEUS não é a causa da guerra e, sim, o homem que traz a ausência do bem em sua alma. Por que, então, Deus que é Bondade Infinita permite que tantos inocentes sejam arrastados por alguns líderes, ao holocausto guerreiro? Deus não violenta as próprias leis, dentre elas, a lei do livre-arbítrio, como já dissemos. A guerra é fruto do comportamento do homem e do seu livre-arbítrio. Aos flagelos coletivos são levados aqueles que hoje ou ontem violentaram de alguma forma o equilíbrio do conjunto e, por hoje, purgam suas mazelas. Todavia, são incontáveis as guerras com fundo altruístico e libertário. Existe guerra boa e guerra má? Nenhuma guerra é altruísta. Elas sempre se originam na ambição, no ódio e no desvario do revide. Lembremos que os mais tenebrosos conflitos se alicerçaram e ainda se fundam na intolerância religiosa, sob o manto de uma bandeira a um deus antropomórfico, beligerante e odioso. Outrossim, podem estar sob o estandarte da ambição desmedida por conquistas econômicas. Altruístas devem ser consideradas a palavra e a sabedoria que levam ao acordo que põe fim ao fragor guerreiro. Anotemos que alguns fazem a guerra, morrem e matam sem nenhum ganho verdadeiro, enquanto outros batalham pela paz edificada pela concórdia e pela renúncia. Se os líderes religiosos e políticos refletissem e tomassem o caminho da concórdia e da razão, as guerras seriam extintas ou amainadas. ESSE CAPELLI. Questionando,Goiânia, Editora Proluz, 2008

Solução para todos os problemas insolúveis

No Baú da Proluz Jávier Godinho [Texto retirado do Notícias Proluz edição n°61, ANO X, publicado em 2012] Muitos ainda não compreendem e afirmam que os ensinamentos de Jesus estão hoje fora da realidade, inadequados ao nosso tempo, depois de dois mil anos de desgaste. Ledo engano. Gibran Khalil, no seu livro Jesus, o Filho do Homem, o chamou de “O Prático”. Tudo que o Mestre disse e exemplificou tem aplicação prática, atualíssima e compensadora. Cientificamente, então, o Nazareno, de quem se sabe que nunca frequentou escola quanto mais universidade, acertou tudo. Analise o gentil leitor, por exemplo, as observações contidas nestas considerações de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier: “Hoje, sabe a física que a luz é uma forma de energia e que todas as coisas criadas são composições energéticas, vibrando em ondas características. Disse o Cristo: “Fazei brilhar a vossa luz”. Começam a magnetologia e a hipnose, na chamada Terapia de Vidas Passadas – TVP, a provar cientificamente a reencarnação. Elucidou o Senhor: “Necessário vos é nascer de novo”. Conclui a medicina que o homem precisa desembaraçar-se de tudo que lhe possa constituir motivo à cólera ou tensão, em favor do próprio equilíbrio. Ensinou Jesus, por fórmula de paz e proteção terapêutica: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos fazem mal e orai pelos que vos perseguem e caluniam”. Frisa a psicanálise que todo desejo reprimido marca a personalidade, à feição de recalque. Aclarou o Divino Mestre: “Não é o que entra na boca do homem o que realmente lhe faz mal, mas o que sai do coração”. A penalogia transforma os antigos cárceres de tortura em escolas de educação e de reajuste. Proclamou o Eterno Amigo: “Misericórdia quero e não sacrifício, porque os sãos não necessitam de médico”. A sociologia preceitua o trabalho para cada um, na comunidade, como simples dever. Informou Jesus: “Quem dentre vós quiser ser o maior, seja o servo de todos”.A política de ordem superior exige absoluta independência entre o estado e as crenças do povo. Falou o Cristo: “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. A astronáutica examina o campo físico da Lua e dirige a atenção para a vida material em outros planetas. Anunciou o Mestre dos Mestres: “A casa de meu Pai tem muitas moradas”. A unidade religiosa caminha gradativamente para o culto de assistência social e da oração, acima dos templos de pedra. Asseverou o Emissário Sublime: “Nossos antepassados reverenciavam a Deus no alto dos montes, e dizeis agora que Jerusalém é o lugar adequado a isso, mas tempos virão quando os verdadeiros religiosos adorarão a Deus em espírito, porque o Pai procura os que assim O procuram”. A navegação rápida e a aviação, o telefone e o rádio, o cinema, a televisão e a internet, apesar das faixas de sombra espiritual que por enquanto lhes obscurecem os serviços, indicam a todos os povos um só caminho – a fraternidade. Recomendou o Senhor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Eis porque a Doutrina Espírita nos reconduz ao Evangelho em sua primitiva simplicidade, porquanto somente assim compreenderemos, ante a imensa evolução científica do homem terrestre, que o Cristo é o Sol Moral do mundo, a brilhar mais intensamente amanhã”. Em Mateus, 17: 24 encontramos o convite de Cristo: “Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. A propósito, na sua obra De Alma para Alma, conta o filósofo e educador Huberto Rohden que andavam os filósofosgentios em busca do elixir da vida, os alquimistas medievais em busca do segredo do ouro, os sábios de todos os tempos em busca da pedra filosofal. “E não sabeis vós, inquietos bandeirantes, que, há muito, foi descoberto o talismã que buscais?” – indaga ele e prossegue. Até hoje, andam os homens de todos os dias em busca da felicidade perene. A fórmula mágica da ciência e da vida, o poderoso elixir de indefectível juventude e felicidade, contudo, existe há dois mil anos. E não foi Aristóteles nem Platão, não foi Sócrates nem Sêneca que tal prodígio descobriram. Não foi sábio nem estadista, não foi poeta nem general que elucidou o grande mistério. Foi um simples aprendiz de carpintaria, que nem nome parecia ter – o “filho do carpinteiro”, como dizia o povo. Homem que nunca se sentou em banco escolar. Homem que não se formou em ciências e artes. Homem que não frequentou academia nem curso filosófico.  “Tenho diante de mim a fórmula singela que esse homem elaborou” – revela. É a fórmula que resolve todos os problemas daqui e de além-túmulo, que diz tudo que os sábios não disseram, que faz suportar os mais pesados fardos – até o próprio ego, que faz nascer auroras em pleno ocaso, que ensina a encontrar pérolas de sorriso no mais profundo oceano de lágrimas, que descortina alvejantes berços de vida onde os homens só enxergam negros ataúdes mortuários. “É tão singela essa fórmula descoberta pelo filho do carpinteiro que o mais simples dos homens a pode aplicar. Compõe-se de dois traços apenas, um vertical e outro horizontal. Unindo em ângulo reto essas duas barras que da oficina trouxe o carpinteiro de Nazaré, tem-se a chave que abre todos os segredos da vida e da morte” – preconiza Rohden que, durante dois anos, na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, foi colega de cátedra de Albert Einstein, pai da Teoria da Relatividade, considerado o homem mais inteligente do século 20. E são assim os apontamentos finais da sua lógica, paradoxalmente profunda e muito simples: “Lança-se ao céu a haste vertical bradando: amor divino. Alarga-se pela terra a trave horizontal, clamando: humana caridade. Não é a cruz uma espada com a lâmina para baixo, renúncia a todos os tipos de violência, condição primordial para o estabelecimento do amor, da compreensão, do perdão e da paz? À luz desse símbolo, resolvo todos os problemas da vida e da morte. À mão dessa fórmula mágica descerro todas as portas, compreendendo,

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