CARIDADE, CARIDADE…
Para o adepto da Doutrina Consoladora, a caridade é o luzeiro que aponta o caminho para a tarefa prática do bem. Todavia, é imperioso distinguir o ato mecânico de dar do gesto caritativo de doar-se. Não basta descartar os restos de nossa despensa em razão de sua inutilidade para nós; é necessário que o ato da doação se complete com o desejo efetivo de socorrer.
O espírita deve ter em conta que, em muitos casos, o beneficiário do auxílio valoriza muito mais a mão que socorre do que o pão que ela oferece.
Não esqueçamos, pois, que a palavra amiga, o conselho oportuno e o ensinamento correto podem ser mais úteis e desejados do que o valor material da oferenda. Também é judicioso considerar que o não oportuno vale mais do que o sim interesseiro e protelatório, e que a dor da verdade é mais edificante e consoladora do que a anestesia enganosa da mentira oportunista.
Ofereça o pão, mas faça-o balsamizado pelo amor. Ensine, encoraje e esclareça pela palavra amiga, e estará verdadeiramente praticando a caridade.
Para sua reflexão:
Um sorriso doce e uma palavra amiga fazem desvanecer toda tempestade de ódio.
Só existe uma maneira de chegar: caminhar.
Quem respeita o companheiro de viagem nunca termina a jornada sozinho.
Do opúsculo Falando aos Médiuns,
Esse Capelli



