SETEMBRO AMARELO, EM DEFESA DA VIDA

A valorização da vida é fortalecida pela fé na imortalidade, na reencarnação e na esperança.

CRYSTIANE FRAZÃO

Em referência à campanha Setembro Amarelo, com a finalidade de prevenir o suicídio, cabe a nós, espíritas, tendo o conhecimento da doutrina consoladora, levantar a bandeira da valorização da vida. A espiritualidade nos alerta na questão 880 de O Livro dos Espíritos (L.E.), que diz que o primeiro de todos os direitos naturais do homem é o de viver. Mas, então, por que cada dia mais vemos crescer as ideações suicidas e o número de óbitos autoprovocados? O desapontamento pela vida e a desesperança são fatores importantes que levam o homem a querer sair do momento de dor que vive.

Os espíritos amigos nos trazem em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo VI, que “todos os sofrimentos encontram sua consolação na fé no futuro, sobre aquele que, pelo contrário, nada espera após esta vida, as aflições pesam com todo o seu peso”. As aflições do mundo terreno são ainda mais acentuadas pelo materialismo que se vive e é alimentado nos tempos atuais pelo próprio homem, fazendo com que este se afaste dos compromissos maiores, que é o do progresso espiritual.

Jesus disse: “Vinde a mim, vós todos que estais fatigados, e eu vos aliviarei”, e promete aos aflitos o consolo, mas condiciona a felicidade com o dever do amor e a caridade. Então, como explicar ser feliz por sofrer? O Evangelho nos explana que o Espiritismo revela que a causa das aflições está nas existências anteriores, onde o homem expia o seu passado e os sofrimentos são a purificação que assegura a felicidade nas existências futuras.

Emmanuel, por intermédio de Chico Xavier, disse que “escapamos da morte quantas vezes for preciso, mas da vida nunca nos livraremos”. O Espiritismo nos traz, então, a notícia da imortalidade, onde a morte acontece somente no corpo físico e não no espírito. A condição da imortalidade nos faz entender que o autoextermínio não é a melhor opção para os momentos de desventuras, e pelo contrário, nos traz a consciência do aumento dos débitos em relação à própria existência.

Nos elucida a questão 614 (L.E.) que “a lei natural é a Lei de Deus, sendo a única necessária à felicidade do homem, ela indica o que ele deve fazer ou não fazer e ele só se torna infeliz porque dela se afasta”. Assim, a felicidade está dentro das possibilidades de todos os homens e é pelo afastamento das Leis Divinas que o homem experimenta as adversidades e atribulações. Para tanto, a espiritualidade nos aponta que todos podem conhecer a lei de Deus, que nem todos vão compreendê-la de pronto. Mas há a certeza que um dia todos a compreenderão, pois é necessário que o progresso se realize.

É desafiador, meus irmãos! Todos que habitam no orbe terrestre são tentados a vencer as provocações do mal. E quando o homem titubear na tarefa do aprendizado? É dado a oportunidade da reencarnação. Deus impõe a encarnação a fim de que os homens cheguem à perfeição, como nos orienta a questão 132 (L.E.).

Na defesa da vida, o Espiritismo nos traz o bálsamo da imortalidade, do destino feliz e da reencarnação, onde a finalidade da existência na vida corpórea é o melhoramento progressivo da humanidade. Dentro desse princípio, o homem não tem o direito de dispor da sua própria vida, como nos alerta a espiritualidade na questão 944 (L.E.), ao nos dizer que “somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão da lei”.

Meus irmãos, que os ensinamentos de Jesus à Luz do Espiritismo possam reconectar os homens a Deus, tendo Seus ensinamentos como bússola a direcionar a vida de todos nós.

CRYSTIANE FRAZÃO é palestrante do CEIS

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